E... o Alto Minho tão perto.

quarta-feira, março 24, 2010

Paleta de cores



Aí está outra de nossas ocupações, nesta fase da vida, em jeito de hobby, a pintura.
Para satisfazer a vontade da aniversariante, Ana Cláudia, há dias atrás pegamos na paleta e nos pinceis... e o resultado foi este:- A fachada do Mosteiro Beneditino de S. Bento, em Santo Tirso, como motivo principal, em pintura ao estilo contemporâneo.

Vai completar o decor da sala lá de casa da aniversariante com as tonalidades pretendidas, pois então.
Já bem diferente foi a vontade da Margarida, ao manifestar vontade numa pintura que lhe lembrasse a fruta que adora, o kiwi.

Claro que um pedido é sempre um pedido e como tal tinha de ser satisfeito.

O resultado pictórico foi este, em pintura figurativa identificável.


Gostos e personalidades diferentes? Sim, são ambas pessoas áureas na maneira de ser, de fino gosto e doces sensibilidades.

Dia de aniversário.

Ontem foi dia de aniversário da Ana Cláudia. Pela primeira vez toda a família esteve junta!!!
É motivo para um post? Claro que é! Até ontem nunca tinha sido possível tal coisa. Basta dizer que metade da família exerce a docencia e nessa qualidade de professores estão (como tantos outros) colocados em diferentes localidades, separados por distancias kilométricas bastante significativas. Já não bastava essa realidade para entender a dificuldade de todos os professores deste País, isto para não falar de absurdas ocupações de tempo que lhes são impostas de utilidade e eficácia duvidosas que mal deixa tempo para a família. É como diz o rifonário: -manda quem ...
Descrever? - é difícil porque o dia a dia é tão trucidante, com horários escolares apertados e tudo o mais que é do conhecimento geral. Deixemos isso de lado por agora.
Foi tão bom entoar os parabéns à mistura com as bufadelas nas velas teimosas, sem apagar...

quinta-feira, março 18, 2010

As compras na feira...

Ontem voltamos à feira. Como de costume perdemo-nos em deitar o olhar pelas bancas. Depois das compras na feira há que plantar a couve galega e a alface. Mas não é só. Vai sendo altura de deitar à terra feijão, nabiças, verduras a que por aqui chamam de novidades, talvez por serem um pouco cedo, será?
Ah!, já ia esquecendo de dizer que quanto às toupeiras, a coisa cada vez está pior. Os montículos de terra estão por tudo quanto é sítio. O que será que as leva a fazer este rendilhado na terra?Será época de acasalamento?
Com alguma tristeza deparamos que algumas fruteiras estavam quase tombadas devido aos fortes ventos dos últimos dias, mas o que descobrimos é que as danadas das toupeiras têm fortes responsabilidades nisso pois as caldeiras estavam todas minadas pelas galerias.
É urgente encontrar solução...

quarta-feira, março 10, 2010

Toupeiras




Apre o diabo das bichas..., quero dizer, ratos do campo, como se diz por aqui. Fomos à procura de literatura para nos esclarecer sobre esta questão e, precisamente no site de avisos agrícolas do DRAPN-Ministério da Agricultura, encontramos: -"... o rato mais vulgar nos pomares é o rato cego ou rato toupeira (Microtus sp.) - cauda curta, cabeça pouco distinta do corpo, olhos pequenos, orelhas curtas e ocultas na pelagem".

Em cima, foto de entrada de galeria do rato cego ou rato toupeira.

Em certas partes do pomar são tantos os buracos de galerias que vai ser necessário tomar medidas, mas quais? Procuramos o conselho do senhor "Zé da Clara". Torceu o nariz, espalhou alguma terra com o pé num desses buracos, pisou com o tacão da galocha e pouco adiantou, para não dizer que nada disse quanto às medidas a tomar. Enunciou um pequeno rol de costumeiras gerais mas teve a preocupação de acrescentar: - Não é facil desinguiçar disso, disse ele.

Desde o espalhar cinza nos buracos, colocar pequenos montes de cabelos , garrafas de plástico cortadas em tiras com o gargalo enterrado no orifício, ratoeiras e até o encharcamento das galerias. De tudo isto e mais alguma coisa foi falando, falando, mas solução nenhuma.

Bem, lá teremos de passar pela Cooperativa Agrícola na esperança de encontrar algum produto que afaste esta bicharada.

quarta-feira, março 03, 2010

Plantações na horta


O dia anunciava-se lindo, com sol e fomos às compras na feira de V.N. de Famalicão.
Ainda não eram 8 horas da manhã e já estavamos na feira. De facto é a maior feira desta região do Vale do Ave, quer na extensão e área quer na quantidade de produtos. Fomos lá com a intenção de comprar alguns artigos e, como não podia deixar de ser, fomos espreitar os produtos para a lavoura.

Compramos algumas talhas de cebolo e três atados de penca da Póvoa, para plantar.
É curiosa a designação dada aos molhos de cebolo para plantar:-talha.
Depois de todas as compras lá fomos até ao Cordão da Granja, numa viagem de cerca de uma hora através da A28. Quando lá chegamos estava o senhor "Zé da Clara" já a trabalhar na horta e como não podia deixar de ser a senhora "Maria da Granja" lá nos fez um aceno de mão, de dentro da sua casa, enquanto fazíamos as manobras com o automóvel junto ao portão da entrada.

Toda a nossa experiência e vivencia no Alto Minho tem sido verdadeiramente única. E como tudo isto tem servido para aprender a estimar a natureza!

Lá me deu a "mania" de querer ser hortelão e vai daí dei-me ao trabalho de começar a plantar. Para quem não está habituado a estes trabalhos, está até muito bem, dizia-me o senhor "Zé da Clara". E todo vaidoso tirei a fotografia que se vê, só que depois de plantar este pequeno talhão ainda havia muito mais para meter à terra, o cansaço já era grande, mas no fim do dia tudo estava plantado.

Não é muito vulgar o plantio de penca da Póvoa nesta zona, é mais o repolho ou coivão, de folha comprida. A Couve Penca da Póvoa possui caule curto e folhas relativamente grossas com talos carnudos.

segunda-feira, março 01, 2010

Projecto da casa

Aos poucos fomos formando ideias, e aos poucos fomos resolvendo assuntos, elencando prioridades em tudo o que se relaciona com o " Cordão da Granja":- a construção dos muros, vedações diversas, a localização e estabelecimento do pomar, a água de rega e a de fornecimento pela C.M., a localização da horta, o alargamento do caminho de acesso para passar a ser a entrada principal, o lado mais burocrático com registos e rectificações na Conservatória e muitas outras situações de pequena importancia mas necessárias.
A partir daqui resta-nos avançar com o principal, que é a construção da casa. Desde Setembro que está entregue ao gabinete de arquitectura, em Lovelhe... Durante tres meses a coisa não avançou mas por fim lá ficou concluído e entregue nos serviços camarários em Fevereiro, o que significa que está tudo a andar...
Vamos ver quanto tempo será necessário para despachar a licença de construção. Sobre isto voltaremos a falar.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

De novo, a água


Bem, a construção dos tanques ficou concluída há várias semanas mas devido ao tempo chuvoso só agora entendi tirar fotos. Os nossos problemas com o abastecimento da água de rega estão resolvidos. Este é o tanque de recepção da água da nascente situada a pouco mais de 50 metros e a partir daqui é distribuída pela propriedade através de tubagens.

A vontade de permanecer por estas paragens, nesta região magnífica do país... é quase mágica. Que a abruptuosidade da vida não nos trucide e por aqui continuaremos.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Lei da água

A Lei da Água foi muito falada há largos meses atrás, em 2009, por diversas razões e, principalmente, pela ausência de realismo por parte do ministério respectivo, em que era exigido a apresentação de uma carta militar com as coordenadas geográficas à escala 1:25.000 ou uma ficha P3 para legalizar as captações subterrâneas particulares existentes à data de 31 de Maio de 2007.
Mais grave e estranho era que inicialmente as autarquias não disponibilizavam nenhum apoio para que fosse possível essa regularização! Esta é que era a grande indignação porque nos meios rurais quase toda a gente tem um poço do qual extrai a água para todos os fins... e então como era?! Os formulários teriam de ser entregues, obrigatoriamente até 31 de Maio de 2010.
Uma patetice pegada!!!

Lá tivemos nós que extraír através da internet, nos mapas do google, em Setembro de 2009, o requerimento e um mapa à escala. Depois efectuamos a entrega na ARH Norte, no Porto ( neste caso porque nos era mais cómodo, embora pudesse ser entregue na RH1 de Viana ou através de correio).

Posteriormente alguns municípios disponibilizaram, por iniciativa própria, esse apoio às populações e ainda mais tarde, o ministério estabeleceu protocolos com alguns municípios.

Entretanto - a partir de que data?- passou a ser facultativa a comunicação de captações com meios de extracção inferior a 5cv , que é a esmagadora maioria dos particulares. Mas isto não foi divulgado, excepção feita no site da ARH.
Assim já é aceitável, mas não há bela sem senão. Veja-se no site do ministério emanado do GPP :

Norma: «Utilização dos Recursos Hídricos»
"O Despacho Normativo n.º 3/2010, de 1 de Fevereiro, que alterou o Despacho Normativo n.º 7/2005, relativo às boas condições agrícolas e ambientais, definiu neste âmbito, novas obrigações relativas à utilização de água para irrigação quando esta está sujeita a um procedimento de autorização. Desta forma, a norma «Utilização dos recursos hídricos» definida no âmbito das boas
condições agrícolas e ambientais, obriga a que os agricultores que detenham na sua exploração agrícola captações de água (subterrâneas ou superficiais) que no ano em causa sejam utilizadas para irrigação de culturas, devem possuir, para estas captações, a partir de 1 de Junho de 2010 e dependendo da capacidade do meio de extracção utilizado:
- quando o meio de extracção utilizado para a irrigação de culturas é inferior a 5 cv, o comprovativo da comunicação de utilização do recurso hídrico, caso o início da sua utilização seja posterior a 1 de Junho de 2007.
GPP, 22 de Fevereiro de 2010"

Então senhores como é??? É obrigatório ou não o comprovativo da comunicação? É mais uma a somar a tantas outras dos nossos governantes... - De facto é bem como se diz que a incompetência tem horror à competência...

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Vai muito frio, vai.

Já seria altura de começar a semear as batatas, mas o tempo chuvoso e frio não deixa.

Durante a viagem na A28 reparámos que em alguns montes eram visíveis tapetes de neve. À entrada de V.N. de Cerveira, no monte conhecido pelo cervo que lá está "empoleirado" também tem retalhos de neve. Aqui em Mentrestido não tem neve mas é visível nos montes para os lados de Terras de Coura ( pena não trazermos máquina fotografica...).

Amanhã é carnaval

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Camélias... o fascínio








E
Entendo a razão de tanta gente ficar fascinada pelas Camélias. Também não somos indiferentes a esse fascínio e, claro, também as teremos no jardim que irá ser criado, aqui na Casa do Cordão.
Já há algum tempo que estamos a pensar passar pelo horto, mas como fica um pouco à desamão, porque utilizamos quase sempre a A28, seria necessário fazer o desvio para trás, em direcção a Caminha...
As coisas são como são.
Habituamo-nos a ver ao longo de muitos anos as enormes cameleiras de determinado jardim de um mosteiro beneditino que frequentamos regularmente. Esse jardim foi delineado e construído em 1956 e as cameleiras foram plantadas nessa altura.
Os tempos e os homens não se compadecem dessas miudezas... vai ser alterado para melhorar acessos rodoviários e algumas cameleiras irão ser sacrificadas. Conseguimos alguns enxertos dessas camélias feitos por pessoa que entende do assunto num total de 13 variedades.

Agora surgiu uma dificuldade, é que nem todas as variedades estão identificadas. Vamos ter de esperar pela floração e tentar catalogar.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Teatro de Revista


Teatro de Revista por... amadores.

O Grupo de Teatro da Associação Recreativa Tricanas da Póvoa de Varzim - há 16 anos que apresenta teatro de comédia ou revista - quiseram ter a amabilidade de me comunicar que vão levar à cena o texto de Teatro de Revista " A PÓVOA NO CORAÇÃO" de que sou autor.

Muito obrigado.

A nossa vivencia no teatro vai fazer 45 anos lá para Maio. De certeza que não haverá festa nem badalações nos "media"... como agora parece ser de bom tom. Assistimos, vemos e ouvimos na comunicação social de imagem, escrita e falada, destaques e grandes parangonas a individualidades com 10, 20 ou mais anos de carreira e certamente com o seu mérito algum contributo terão dado para a sociedade. Quero crer que sim.

Esta situação é diferente, trata-se da dedicação ao teatro amador. O trabalho é o mesmo, diria até que é mais complexo e difícil. E não é para aqui chamada a necessidade de ter talento para se ser actor, não, porque tudo na vida se aprende. Porquê? Simplesmente porque de um modo geral todos os intervenientes têm outras actividades, quer sejam estudantes ou desempenhem qualquer profissão que não o teatro. Logo, a quantidade de horas dedicadas aos ensaios e estudo das personagens é infinitamente menor.

Depois há o problema dos recursos técnicos, quer sejam de luminotecnia ou de som, que por via de regra... não existem. Mas para além de todas as dificuldades faz-se muito teatro amador em Portugal e com qualidade. Então actores, há-os e muito bons. Depois de muitos anos com a função e missão de encenador em diferentes grupos, asseguro que de facto há gente com muita qualidade e que pedem muito pouco, aliás pedem apenas que o público veja teatro nas salas de paróquia, de bairro, de associações culturais e recreativas ou, quando muito, algumas palmas!

Não é despropositado o facto de me dar a conhecer neste blogue.... tantos anos passados depois da primeira vez que pisei um palco!

Todas estas lamúrias tem razão de ser porque se aproxima mais um Dia Internacional de Teatro Amador, a 27 de Março.

Nota-se que os grupos de teatro amador procuram geralmente levar à cena peças com conteúdo mais light, sobretudo que faça rir as plateias.

Armazenar água



A construção dos tanques.

Depois da dificuldade em fazer chegar a água de rega ao Campo do Cordão tudo se encaminha para a normalidade. O muro deste lado do caminho que ladeia a propriedade está pronto. Os tanques estão a ser construídos.
Este da foto é para a recepção da água que vem da nascente e a partir daqui é distribuída pela propriedade através de tubagens. A nossa intenção é, para além da funcionalidade, evitar as perdas de água com a circulação a céu aberto.

J0608